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Corvos

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A celebração da arte faz-se com a variedade geométrica e policromia do azulejo português. Em Lisboa, contam-se tantos exemplos quanto o número de paredes, mais do que as estampas recriadas — neste capítulo do projecto Azulejo Luso — que servem de suporte às ideias de novos padrões.








Matriz

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A tipografia tem duas facetas: é veículo da educação e, simultaneamente, expressão de arte.
Como em todos os campos da arte, a tipografia não está condenada a uma mera funcionalidade, mas nela reside a sensibilidade, a mestria e o cunho pessoal do seu criador, que lhe imprime uma forma nunca isenta de inspiração. Por forma entende-se o desenho de todos os caracteres que constituem uma fonte tipográfica, à qual se atribui um destino que depende directamente do conteúdo de um texto. A fonte de um texto literário será, certamente, distinta de uma fonte de um texto técnico ou de uma banda desenhada, pois que a serifa — o remate na extremidade de uma letra — permite que o corpo do texto tenha um comportamento tal que torna a leitura confortável para o leitor. A Times é um exemplo de uma fonte serifada (serif); a Arial, por sua vez, não é serifada (sans serif). No campo das fontes sans serif surge a Transport.
Criada entre 1957 e 1963, a Transport foi encomendada aos desenhadores Margaret C…

São Jorge de Arroios

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Da etimologia, património (lat. patrimonium) e a sua correspondente em inglês, heritage (lat. hereditare), chegam com significados que enunciam, respectivamente, «herança paterna» e «propriedade hereditária». Duas definições que, embora pareçam idênticas ou redundantes, juntas criam uma continuidade temporal: um legado, algo que é transmitido sucessivamente.
Constituindo-se como um sistema complexo, o património pressupõe o conhecimento, a protecção e a valorização de bens materiais ou imateriais classificados com base numa dialéctica de valores que apelam a um sentido objectivo e a uma memória colectiva. A lei (n.º 107/2001, de 8 de Setembro) é mais concisa quando refere que o património integra "todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura e portadores de interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização". Assim, por património pode dizer-se de algo com valor arquitectónico, como um edifício; este, por exempl…

Regresso

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O Azulejo Luso está vivo e de boa saúde. Todos os projectos passam por fases em que o mais insignificante detalhe se questiona: o tipo de letra; a cor; a marca que se pretende incutir; a forma de comunicar com o outro lado. Esse lado. E o objectivo dessa comunicação permitiu desenvolver uma comunicação mais honesta do ponto de vista gráfico e sensorial, ou seja, através do desenho, da expressão dos elementos geométricos que compõem cada nova tela criada.

Contextualizando, o Azulejo Luso é o projecto que compila e dá continuidade aos padrões geométricos que vêm sendo desenhados com base nos padrões dos antigos azulejos portugueses. Contudo, esses padrões conservam a sua autenticidade, uma vez que o objectivo é a criação de novas linhas com um fim bem definido: ilustrativo.

Para já, o projecto conta com três veículos de comunicação digital: Facebook, Google+ e Instagram. Nestas redes sociais, as informações que cada uma contém tendem a ser idênticas, pois que o modo e o público são natu…

Porto 1962

«O arquitecto deve [...] realizar obra à escala humana não apenas sob o ponto de vista físico mas também emocional; restituir ao homem arrasado, esmagado pelas cidades tragicamente envoltas no manto sombrio do fumo, do ruído ou das sombras, a sua condição primária de ente saído do seio da natureza. Ou, como diz Alvar Aalto — o homem deve estar sempre no centro do problema.»


José Carlos Loureiro, O azulejo. Possibilidades da sua reintegração na arquitectura portuguesa (1962)

Jogo de Faces

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Foi em criança que comecei a gostar de desenhar formas, construir formas, inventar formas à custa de jogos didácticos com peças e estruturas de borracha ou madeira. Essas formas serviram de inspiração a tantas outras que vieram depois; muito depois. Para já, ficam apresentadas as formas.



Cais Casa

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O Cais do Sodré (Nuno Teotónio Pereira e Pedro Botelho, 1993-2009) é das poucas estações intermodais, em Portugal, onde se revela a presença da arquitectura. Pois, o Cais do Sodré — enquanto estação e não como praça — é uma surpresa transversal a todos os utilizadores, mais subtil, mais intensa ou nenhuma das anteriores. Porque é esse o sentido que os arquitectos procuram, independentemente dos princípios e das técnicas: a surpresa não quer ser boa nem má, apenas fazer pensar e fazer sentir; é inerente à maior austeridade construtiva. A estação é a casa emprestada que é de todos. Estou em casa quando sinto que pertenço. A casa é forte; a casa abriga; a casa tem cor; a casa tem textura; a casa tem cheiro; a casa tem ruído; a casa tem história; a casa tem luz; a casa tem paisagem (e é paisagem). É disso que vive o Cais do Sodré, e dos passageiros que habitam a casa.