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Regresso

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O Azulejo Luso está vivo e de boa saúde. Todos os projectos passam por fases em que o mais insignificante detalhe se questiona: o tipo de letra; a cor; a marca que se pretende incutir; a forma de comunicar com o outro lado. Esse lado. E o objectivo dessa comunicação permitiu desenvolver uma comunicação mais honesta do ponto de vista gráfico e sensorial, ou seja, através do desenho, da expressão dos elementos geométricos que compõem cada nova tela criada.

Contextualizando, o Azulejo Luso é o projecto que compila e dá continuidade aos padrões geométricos que vêm sendo desenhados com base nos padrões dos antigos azulejos portugueses. Contudo, esses padrões conservam a sua autenticidade, uma vez que o objectivo é a criação de novas linhas com um fim bem definido: ilustrativo.

Para já, o projecto conta com três veículos de comunicação digital: Facebook, Google+ e Instagram. Nestas redes sociais, as informações que cada uma contém tendem a ser idênticas, pois que o modo e o público são natu…

Porto 1962

«O arquitecto deve [...] realizar obra à escala humana não apenas sob o ponto de vista físico mas também emocional; restituir ao homem arrasado, esmagado pelas cidades tragicamente envoltas no manto sombrio do fumo, do ruído ou das sombras, a sua condição primária de ente saído do seio da natureza. Ou, como diz Alvar Aalto — o homem deve estar sempre no centro do problema.»


José Carlos Loureiro, O azulejo. Possibilidades da sua reintegração na arquitectura portuguesa (1962)

Jogo de Faces

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Foi em criança que comecei a gostar de desenhar formas, construir formas, inventar formas à custa de jogos didácticos com peças e estruturas de borracha ou madeira. Essas formas serviram de inspiração a tantas outras que vieram depois; muito depois. Para já, ficam apresentadas as formas.



Cais Casa

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O Cais do Sodré (Nuno Teotónio Pereira e Pedro Botelho, 1993-2009) é das poucas estações intermodais, em Portugal, onde se revela a presença da arquitectura. Pois, o Cais do Sodré — enquanto estação e não como praça — é uma surpresa transversal a todos os utilizadores, mais subtil, mais intensa ou nenhuma das anteriores. Porque é esse o sentido que os arquitectos procuram, independentemente dos princípios e das técnicas: a surpresa não quer ser boa nem má, apenas fazer pensar e fazer sentir; é inerente à maior austeridade construtiva. A estação é a casa emprestada que é de todos. Estou em casa quando sinto que pertenço. A casa é forte; a casa abriga; a casa tem cor; a casa tem textura; a casa tem cheiro; a casa tem ruído; a casa tem história; a casa tem luz; a casa tem paisagem (e é paisagem). É disso que vive o Cais do Sodré, e dos passageiros que habitam a casa.

Santo António

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Maqueta da igreja de Santo António/Centro Paroquial de Portalegre (J. L. Carrilho da Graça, 1998-2013), que resulta num corte longitudinal representativo dos espaços de acesso, de chegada e da celebração: a nave e o altar.


"Eu não sou religioso. No entanto, acho que nenhum arquitecto recusa um projecto como este, de uma igreja, um projecto que contém no próprio programa um certo radicalismo que corresponde directamente à história da Arquitectura. Há inúmeros exemplos de igrejas extraordinárias e, portanto, é sempre interessante tentar fazer uma igreja com um programa relativamente radical como este."

João Luís Carrilho da Graça, Inside a Creative Mind.

16 de março

"A essência da Arquitectura é abrir o coração das pessoas e comovê-las de modo a gostarem de estar no mundo."

Tadao Ando

Índigo

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O número 61 da Avenida Marginal é um edifício gaioleiro situado no Dafundo, a olhar o horizonte e o Atlântico. Na fachada, o manto de azulejos que o cobre é dum tom de índigo, quase sugestivo da junção do céu e do mar.