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Portas de Benfica

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As Portas de Benfica dizem respeito aos edifícios erigidos em 1852, em arquitectura revivalista, na fronteira entre Lisboa e Amadora. Desde a sua construção e até à data da abolição do limite fiscal, o conjunto funcionou como alfândega, controlando os acessos à cidade de Lisboa. Muito embora os edifícios se encontrem apartados pela via de comunicação que os separa — a Estrada de Benfica —, ambos devem ser entendidos como uma entidade arquitectónica única, com volumes semelhantes, dispostos a Sul e a Norte, que, em jeito de legado, define hoje um ponto de confluência na malha urbana comum às duas cidades, materializando-se no núcleo de uma praça.
Em termos estéticos e formais, os volumes são autoportantes, constituídos por paredes em alvenaria mista de pedra e tijolo, onde se destacam alguns elementos eruditos, especialmente nos remates, com o recurso às bandas lombardas, num revivalismo neo-românico, e à platibanda, percorrida por frisos, sobrepujadas por ameias decorativas.



Sistema de…

20 de março

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Não me é alheia a observação natural do espaço que me rodeia, do seu desenho, da forma como é construído e organizado; da articulação que estabelece entre as áreas da vida humana. A observação, uma das principais ferramentas do arquitecto, é o primeiro registo, a fase inicial e fundamental para o despoletar da arte de projectar.



Portugal de Siza

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Pavilhão de Portugal, Lisboa, Álvaro Siza Vieira (1998).

Arte Calçada

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A origem do pavimento em pedra calcária, vulgarmente conhecido por calçada portuguesa, remonta aos meados do século XIX com a pavimentação do Rossio, em 1848. Essa intervenção representou o culminar do plano de reconstrução da Baixa de Lisboa, quase um século após o seu início. Os motivos marítimos representados na calçada — que se caracterizam pelas caravelas a oriente e ocidente e por linhas onduladas que se repetem e preenchem toda a Praça D. Pedro IV — formam o Mar do Rossio.
O pavimento de calçada portuguesa foi sendo transportado pelo tempo para outras zonas da cidade de Lisboa, de Portugal continental e insular, e também para o Brasil. Nela são reconhecidas diversas formas de assentamento, dimensão (da pedra) e cor.






Histórias Assim Mesmo (*)

"O transeunte com tempo acomoda-se como uma sombra ao meu lado e pergunta:
— Ó senhor, o que está a fazer?
— Estou a desenhar.
— Está a desenhar... o quê?!
Apesar de estar virado para o edifício que, obviamente, estou a desenhar e a pergunta me parecer desnecessária respondo:
— Estou a desenhar este edifício — inclinando o papel para mostrar o desenho.
— Qual?!
Por esta pergunta se percebe que as pessoas têm uma insuficiente educação visual, pois não conseguem interpretar os mecanismos de representação do real, mas respondo:
— Estou a desenhar esta casa em ruínas, em frente — digo apontando.
Faz-se um curto silêncio, interrompido por novas perguntas.
— É da Câmara (Municipal)?
— Não.
— Hum!... mas está a fazer isso para a Câmara?
— Não.
— Hum!... mas vão fazer obras?
— Não sei, mas que está a precisar, está.
— Mas,... porque é que está a desenhar?
— Estou a estudar o edifício, sou arquitecto.
— Por que não tira fotografias?
— Primeiro desenho e depois sei o que quero fotografar.

Elevador do Castelo

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O elevador do Castelo é um equipamento em serviço desde 31 de Agosto de 2013, destinado à utilização pública, que corresponde à primeira etapa da ligação entre a Baixa e o Castelo de São Jorge. Esta obra, projectada pelo arquitecto João Pedro Falcão de Campos, surge no contexto da revitalização do eixo da Rua da Vitória e do edifício dos números de polícia 170 a 178 da Rua dos Fanqueiros.
O nível mais baixo, que dá para a Rua dos Fanqueiros, compõe-se de um átrio amplo com duplo pé-direito e uma pequena recepção. Três ascensores e um bloco de escadas transparentes estabelecem a conexão com a Rua da Madalena.




Rua dos Fanqueiros



Átrio




Rua da Madalena

23 de novembro

"Tenho um verdadeiro complexo para projectar janelas. No início da minha carreira profissional trabalhei com Álvaro Siza, um magnífico arquitecto, que nas suas primeiras obras utilizava uma linguagem muito próxima do movimento moderno, fazendo com que a janela fosse algo reaccionário. Com os anos, Siza conseguiu desenhar, como poucos o fizeram, janelas lindas que, quase sempre, se abrem em direcção a contextos cenográficos originais."
Eduardo Souto de Moura, Conversas com estudantes