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Histórias Assim Mesmo (*)

"O transeunte com tempo acomoda-se como uma sombra ao meu lado e pergunta:
— Ó senhor, o que está a fazer?
— Estou a desenhar.
— Está a desenhar... o quê?!
Apesar de estar virado para o edifício que, obviamente, estou a desenhar e a pergunta me parecer desnecessária respondo:
— Estou a desenhar este edifício — inclinando o papel para mostrar o desenho.
— Qual?!
Por esta pergunta se percebe que as pessoas têm uma insuficiente educação visual, pois não conseguem interpretar os mecanismos de representação do real, mas respondo:
— Estou a desenhar esta casa em ruínas, em frente — digo apontando.
Faz-se um curto silêncio, interrompido por novas perguntas.
— É da Câmara (Municipal)?
— Não.
— Hum!... mas está a fazer isso para a Câmara?
— Não.
— Hum!... mas vão fazer obras?
— Não sei, mas que está a precisar, está.
— Mas,... porque é que está a desenhar?
— Estou a estudar o edifício, sou arquitecto.
— Por que não tira fotografias?
— Primeiro desenho e depois sei o que quero fotografar.

Elevador do Castelo

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O elevador do Castelo é um equipamento em serviço desde 31 de Agosto de 2013, destinado à utilização pública, que corresponde à primeira etapa da ligação entre a Baixa e o Castelo de São Jorge. Esta obra, projectada pelo arquitecto João Pedro Falcão de Campos, surge no contexto da revitalização do eixo da Rua da Vitória e do edifício dos números de polícia 170 a 178 da Rua dos Fanqueiros.
O nível mais baixo, que dá para a Rua dos Fanqueiros, compõe-se de um átrio amplo com duplo pé-direito e uma pequena recepção. Três ascensores e um bloco de escadas transparentes estabelecem a conexão com a Rua da Madalena.




Rua dos Fanqueiros



Átrio




Rua da Madalena

23 de novembro

"Tenho um verdadeiro complexo para projectar janelas. No início da minha carreira profissional trabalhei com Álvaro Siza, um magnífico arquitecto, que nas suas primeiras obras utilizava uma linguagem muito próxima do movimento moderno, fazendo com que a janela fosse algo reaccionário. Com os anos, Siza conseguiu desenhar, como poucos o fizeram, janelas lindas que, quase sempre, se abrem em direcção a contextos cenográficos originais."
Eduardo Souto de Moura, Conversas com estudantes

Porto Cidade

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Painéis toponímicos da cidade do Porto.

Quarto Motivo

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"Silhueta", 6-9-2013.

Terceiro Motivo

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Projecto Azulejaria, 3ª fase, 31-8-2013.

Santa Maria

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A igreja de Santa Maria da Graça, em Setúbal, foi construída no século XIII. Na segunda metade do século XVI, o projecto da sua reconstrução foi elaborado pelo arquitecto António Rodrigues, segundo a linha do Estilo Chão.




O Estilo Chão é uma expressão que se refere a um estilo arquitectónico português marcado pela austeridade das formas. O termo foi criado pelo teórico norte-americano George Kubler, que definiu este estilo como uma "arquitectura vernácula, mais relacionada com as tradições de um dialecto vivo do que com os grandes autores da Antiguidade Clássica". Nesta medida, a igreja de Santa Maria da Graça é exteriormente caracterizada por linhas sóbrias com cunhais em pedra como elementos estruturantes da fachada, e o elemento serliana na entrada principal — sequência de três vãos, sendo o central em arco de volta inteira e os laterais de verga recta. A ladear o pórtico estão duas torres sineiras entre as quais corre um terraço decorado com merlões.