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Angelologia

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Desde princípio que o azulejo é o principal veículo da arte no Metro de Lisboa, tornando este sistema único no mundo pela permanente referência à tradição hispânica.
As primeiras estações — desenvolvidas durante o período do Estado Novo, entre 1955 e 1972 — seguem uma linha formal e rígida, segundo as orientações do regime, que conduziu a uma expressão praticamente isenta de elementos figurativos.
Na estação Anjos, as intervenções plásticas correspondem a datas e autores distintos. Ao átrio sul, que data da inauguração da estação em 1966, atribui-se a autoria a Maria Keil (figuras 1 a 6), enquanto que no átrio norte, fruto da ampliação da estação em 1982, a intervenção é de Rogério Ribeiro (figuras 7 e 8). Em ambos os casos, o padrão é idêntico e constitui a base de uma intervenção que inclui também figuras fora do âmbito geométrico, uma excepção ao princípio original.

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Referências:
Saporiti, T. (1992) Azulejos de Lisboa do Século XX. Porto: Edições Afrontamento.
Câmara Muni…

Território Periférico

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Percorrer o tecido urbano do Bom Sucesso e de Pedrouços pelas suas ruas, becos, pátios, largos e jardins evidencia uma variedade de episódios ligados não apenas à história do local, mas sobretudo à do país. A Torre de Belém (descobrimentos), o grande aterro do século XIX (período industrial), o caminho-de-ferro, o desenvolvimento da habitação e a Exposição dos Centenários (Estado Novo) constituem os momentos mais marcantes deste território que, outrora exterior a Lisboa, integrava o município de Belém ou, mais atrás, o Reguengo de Algés.
O traçado urbano mais representativo, a Norte da via férrea, revela um funcionamento muito próprio e independente da realidade construtiva na área aterrada, a Sul daquela infra-estrutura. Com efeito, as estruturas edificadas no aterro possuem organizações espaciais intrínsecas a funções específicas, nomeadamente, os usos especiais ribeirinho e de equipamentos, o terciário e os espaços verdes. Deste modo, é possível caracterizar a cidade em dois segme…

Ideal Social

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A habitação social não é um tipo de arquitectura, pois que a arquitectura já é (ou deveria ser) social. A habitação social é, de fonte referenciada, uma solução destinada a uma população cujo nível de rendimentos impede o acesso à habitação através dos mecanismos normais do mercado imobiliário.

Fruto de um esforço partilhado, o Bairro da Bouça, no Porto, é uma peça exímia de arquitectura de habitação social desenvolvida no contexto do Processo SAAL, acrónimo de Serviço de Apoio Ambulatório Local.

O SAAL nasceu no 2º Governo Provisório, após a Revolução de Abril, a partir de um diploma impulsionado pelo arquitecto Nuno Portas, então Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, que continha um conjunto de medidas destinadas a resolver a insalubridade e as carências da habitação que se afirmavam nos centros das cidades. À luz da verdade, o diploma criou apenas as condições ao desbloqueio de uma necessidade vital: ter uma casa. A casa coube aos arquitectos conceber, em debate com as pop…

São Jorge de Arroios

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Da etimologia, património (lat. patrimonium) e a sua correspondente em inglês, heritage (lat. hereditare), chegam com significados que enunciam, respectivamente, «herança paterna» e «propriedade hereditária». Duas definições que, embora pareçam idênticas ou redundantes, juntas criam uma continuidade temporal: um legado, algo que é transmitido sucessivamente.
Constituindo-se como um sistema complexo, o património pressupõe o conhecimento, a protecção e a valorização de bens materiais ou imateriais classificados com base numa dialéctica de valores que apelam a um sentido objectivo e a uma memória colectiva. A lei (n.º 107/2001, de 8 de Setembro) é mais concisa quando refere que o património integra "todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura e portadores de interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização". Assim, por património pode dizer-se de algo com valor arquitectónico, como um edifício; este, por exempl…

Santo António

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Maqueta da igreja de Santo António/Centro Paroquial de Portalegre (J. L. Carrilho da Graça, 1998-2013), que resulta num corte longitudinal representativo dos espaços de acesso, de chegada e da celebração: a nave e o altar.


"Eu não sou religioso. No entanto, acho que nenhum arquitecto recusa um projecto como este, de uma igreja, um projecto que contém no próprio programa um certo radicalismo que corresponde directamente à história da Arquitectura. Há inúmeros exemplos de igrejas extraordinárias e, portanto, é sempre interessante tentar fazer uma igreja com um programa relativamente radical como este."

João Luís Carrilho da Graça, Inside a Creative Mind.

Índigo

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O número 61 da Avenida Marginal é um edifício gaioleiro situado no Dafundo, a olhar o horizonte e o Atlântico. Na fachada, o manto de azulejos que o cobre é dum tom de índigo, quase sugestivo da junção do céu e do mar.





Deutsche Schule

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Visita à Escola Alemã de Lisboa (Deutsche Schule Lissabon), integrada na tour organizada pela Associação Docomomo Internacional, em 28 de Março de 2015, e inserida no seminário "Reabilitação e re-uso da Arquitectura do Movimento Moderno".



"A escola é formada por um conjunto de edifícios, construídos em duas fases distintas. O projecto original data de 1961 e é da autoria do arquitecto alemão Otto Bartning. (...) Em 2008, foi objecto da intervenção do arquitecto Carrilho da Graça, autor do projecto de modernização, com a construção de dois novos edifícios e a renovação dos edifícios existentes adaptando assim todo o complexo às actuais exigências das actividades e programas escolares."

in Open House Lisboa 2014.

Torre do Tombo

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"O actual edifício da Torre do Tombo foi projectado pelo arquitecto Arsénio Cordeiro, em colaboração com o arquitecto António Barreiros Ferreira. Foi inaugurado em 1990, destinando-se a receber o Arquivo Nacional, cujo vasto espólio se encontrava desde 1757 no edifício do Mosteiro de São Bento da Saúde, actual Palácio de São Bento. O novo arquivo herdou o nome da torre albarrã do Castelo de São Jorge onde eram mantidos os documentos do reino desde pelo menos 1378, e até 1755, quando o terramoto que atingiu Lisboa colocou em perigo os registos."
Referências:Direção-Geral do Património Cultural — Edifício do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Disponível em: <http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/15326946> [acesso em 2-11-2015]

20 de março

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Não me é alheia a observação natural do espaço que me rodeia, do seu desenho, da forma como é construído e organizado; da articulação que estabelece entre as áreas da vida humana. A observação, uma das principais ferramentas do arquitecto, é o primeiro registo, a fase inicial e fundamental para o despoletar da arte de projectar.



Elevador do Castelo

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O elevador do Castelo é um equipamento em serviço desde 31 de Agosto de 2013, destinado à utilização pública, que corresponde à primeira etapa da ligação entre a Baixa e o Castelo de São Jorge. Esta obra, projectada pelo arquitecto João Pedro Falcão de Campos, surge no contexto da revitalização do eixo da Rua da Vitória e do edifício dos números de polícia 170 a 178 da Rua dos Fanqueiros.
O nível mais baixo, que dá para a Rua dos Fanqueiros, compõe-se de um átrio amplo com duplo pé-direito e uma pequena recepção. Três ascensores e um bloco de escadas transparentes estabelecem a conexão com a Rua da Madalena.




Rua dos Fanqueiros



Átrio




Rua da Madalena